Apenas uma garota perdida tentando encontrar seu lugar nesse planeta que se chama Terra mas que é tão coberto de gelo.

domingo, 10 de janeiro de 2010

#2 Seabus, skytrain and metrotown

Aqui, o transporte público funciona! As estações são limpas, os ônibus bem conservados e os motoristas bem educados. Ontem, fui ao Metrotown com o Klinger, que também é da UnB. Metrotown é um shopping que fica em uma estação de trem. Como eu moro em North Vancouver, - separado de Vancouver pela água - para chegar lá, eu tenho que pegar um ônibus, depois um seabus e depois o skytrain. O sistema funciona na base da segurança, você compra o ticket na estação ou deposita a moeda nos ônibus sem que ninguém fique lhe cobrando (será que funcionaria no Brasil? =x) e eu comprei um passe por 99 dólares que eu posso usar durante o mês quantas vezes quiser e em todos os transportes. Comprara de manhã com a minha hostfamily, quando fomos fazer compras. As frutas daqui são enormes! As maçãs são maiores que a minha mão.


O seabus é como se fosse uma balsa eletrõnica, mas é tão eficiente que você nem consegue sentir a água. Só fui entender mesmo o sentido da palavra skytrain ao entrar nele: o trem passa por cima da cidade. É uma vista incrível. O metrotown é um shopping enorme e a maioria das lojas estavam em promoção - inclusive Armani e American Eagle - mas eu comprei apenas um livro por - 5 dólares -  para treinar o Inglês. Fiquei realmente tentada a comprar uns óculos Armani, but I'm waiting for Seattle. Achei uma bijou que era a cara da minha mãe - uma bijou Armani, lógico - mas era bem cara. Descobri um presente legal para o meu pai, uma coisa simples e útil assim como ele, não vou contar aqui, porque senão ele vai ler. E dei uma olhada nos preços do x-box 360 que meu irmão quer. 299,99 dólares o elite fora os impostos. Para variar, não achei o D.C. da Bia. A moça da loja de eletrônicos era super simpática - descobriu logo de cara que éramos brasileiros, pelo sotaque - diferente do cara que nos atendeu quando o Klinger foi trocar o mp3 dele. Ele parecia aqueles personagens de comédia americana que trabalham insatisfeitos nessas lojas de eletrônicos e foram geeks na High School. Sério. Não resisti e comi no burguer king, praticamente o mesmo preço do Brasil, só que, não sei explicar, mas o gosto é melhor. Encontramos alguns amigos brasileiros lá no shopping e depois mais outros ao voltar de seabus. Minha hostmother perguntou se eu estava com fome, mas na verdade eu estava apenas com sede - eles bebem água da torneira! Ela achou super estranha minha descrição dos transportes públicos no Brasil - trash, trash, really trash - e também achou esquisito nossa preferência por escolas particulares. Ela é bem interessada pela cutura do Brasil. A pequenininha, Pryia, é a que mais fala comigo. Não consigo entender tudo, mas a maior parte. Nós desenhamos juntas (ela fez um desenho pra mim) e brincamos também. Ela gosta de Taylor S. e Hannah Montana. O Kyle é mais tímido, e chora bastante.

Bom, aqui chove quase a todo instante. O pessoal chama carinhosamente de raincouver. Mas eu gosto de chuva, vocês sabem.

Miss you!

sábado, 9 de janeiro de 2010

#1 Without legends?

Eu esperava conseguir postar no aeroporto de São Paulo ou Toronto, mas a internet era paga. - o que eu acho um absurdo (free internet já!). Em Vancouver, que era de graça, não tive Tempo nem de respirar. Pois aqui estou eu no meu quartinhom com as luzes, apagadas, pois são seis e pouco da manhã.
Bom, está todo mundo me perguntando como foi a viagem.  Cheia de aventuras, como é de se esperar quando sou eu que estou viajando.Em Brasília meu vôo atrasou cerca de 1 hora, conheci uma menina que fizera 1 ano de intercâmbio no Alaska e aproveitei para tirar várias dúvidas. A vantagem de se viajar sozinha é que você não fica presa a ninguém e pode fazer várias novas amizades momentâneas e sem compromissos. Depois, parti para SP. Uma palavra para descrever São Paulo: loucura. De pessoas, trânsito, prédios, enfim! Quase não consegui voltar ao aeroporto por causa do trânsito e da chuva (tinha ido almoçar no shopping), foram quase três horas para chegar a Guarulhos. E meu pai ligava a todo minuto. Como se não bastasse quase perder a hora, no aeroporto, eu quase perdi minha passagem, o passaporte e a paciência. Embarquei enfim para Toronto, a viagem mais longa da minha vida. 10 horas no avião. Não conseguia dormir direito. Na coletãnea de vídeos tinha Bastardos Inglórios, mas eu estava com um pouco de dor de cabeça. Muitas turbulências. E então a desvantagem de viajar sozinha: não há ninguém do seu lado para segurar firme sua mão e dizer: não se preocupe. Mas fora isso, foi bem tranquilo. A cidade de Toronto estava branca de neve, e eu pude até sugurar em um floco de gelo que estava em uma das malas. Logo, ele se dissolveu em minha mão, como as várias coisas da vida. Todos no aeroporto eram meio que fãs do Brasil. Um moço da Venezuela até disse: "como vocês podem trocar aquelas praias por este frio?" E eu conheci brasileiros legais. No vôo para Vancouver, a comida era paga. Eu pedi chips mas não aceitavam visa travel money nem notas altas, então a mulher me deu de graça, o que eu achei extremamente gentil embora eu quisesse mais para trocar meu dinheiro que para comer. Ao chegar, peguei minha bagagem - me arrependi muito de ter trazido tanto coisa - e segui para o transfer. Mandaram-me para o endereço errado, uma casa de filipinos, e por mais que eu tentasse explicar que minha homestay era em North Vancouver, o motorista não quis me escutar. Tive que ligar para adiretora da homestay da ILAC ela providenciou um taxi. Aliás, o motorista era árabe ou indiano e o inglês dele, não dava para entender NADA. Minha homestay finalmente é um casal com seus filhos (uma menina e um menino) gêmeos de 4 anos de idade. São as crianças mais bonitas que eu já vi e os pais são bem simpáticos. Aliás, os canadenses são todos bem engraçadinhos. Conheci um asiático no aeroporto, um dos motoristas, e ele achou engraçado meu volume único de Nárnia em Português e disse que meu nome era parecido com o título (Nayara = Nárnia?). Eles fazem piadas sempre e o sotaque é parecido com o dos EUA, porém menos exagerado. Meu quarto é espaço, com poucos móveis e uma cama de casal. Ele fica na parte subterranea da casa, então eu tenho mais privacidade e mais frio. No momento estou com duas peças de roupa, casaco moletom e meias. A prima dos gêmeos estava aqui ontem, ela tinha 10 anos e era super legal. Mas ela já foi embora, porque mora na Índia ou em algum lugar assim, não entendi direito. Ela adoraria conhecer o Brasil! Ainda não conheci a cidade, mas já vi que o sol não aparece aqui. Aliás foi meu primeiro pensamento "Where's the sun?". Tem vários lagos, e o cara da venezuela - que trabalhava no aeroporto - até brincou dizendo que aqui se confunde beaches com lakes. Beaches, aliás é uma palavra que eu evito falar, porque não sei diferenciar na pronunciação de bitchs, imaginem só eu dizendo "In brazil, there's so many beaches" com a pronúncia errada.

Dormi 12 horas seguidas depois de brincar com os gêmeos.
Vou ver se saio hoje com os brasileiros, descobrir o funcionamento da cidade.
Já estou com saudades de todos!


ps: acho que alguém que se deu muito bem aqui foi meu netbook, não precisei nem de adaptador, parece que ele tem linhagem canadense.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Check up!

Arruma mala, ajeita mala, pega roupa, tira do armário, guarda os documentos... quanta coisa! Amanhã já saio em direção ao aeorporto de São Paulo. Mas quanta escala hein! E quantas horas de vôo!


1 day

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Finally my homestay!

Bom, minha homestay chegou! Ontem mesmo, logo depois do meu post reclamando. É, a vida é meio engraçada mesmo. Estou quase acabando de fazer minhas malas. Sou muito enrolada. Tenho que anotar várias coisas para não esquecer, e lembro de muitas coisas desnecessárias... o ser humano é mesmo uma máquina fantástica. Vou ficar em North Vancouver, que é na verdade uma cidade, e não um bairro propriamente dito. Fiquei sabendo que tem muitas paisagens naturais, acho que vou gostar. Já me comuniquei por e-mail com minha hostmother. Ela tem um casal de gêmeos (devem ser super fofos!) de 4 anos de idade. Estou ansiosa para conhecê-los, porque eu gosto muito de crianças. Um pouco nervosa, talvez, afinal é uma casa totalmente desconhecida. Hábitos diferentes, culturas diferentes, e veja bem, idioma diferentes. Esses dias fiquei com insônia. Não sei se isso faz parte do "pacote pré-viagem" ou se é característica minha mesmo. Está fazendo uma bonita tarde de sol hoje, daquelas que eu gosto de sair e andar. Mas vou ficar em casa, porque a noite vou encontrar com um amigo meu. Vocês podem achar estranho, mas já estou com saudades de Brasília. Definitivamente, eu amo essa cidade.


2 days

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Patience...

Acabei de voltar da embaixada, onde fui buscar meu passaporte. Todo esse processo de vistos é uma imensa chatice. Mas uma chatice extremamente necessária, é claro. Para o visto do Canadá, você precisa recorrer a um despachante, já que o serviço fica em São Paulo. Consiga toda a documentação, espere uma semana, e como diriam os franceses: voilá! Como pretendo visitar Seattle, fui tirar meu visto dos EUA. O processo é bem simples, mas exige muitas horas de espera. Primeiro, é preciso marcar uma entrevista pelo site, e dependendo da disponibilidade das datas, pode demorar, por isso, marque com antecedência. A minha foi mês passado. No dia da entrevista, são muitas filas. Fila para entrar, pega senha, digitais, etc... E a todo instante eu pensava em desitir, por que afinal tudo isso para um dia em Seattle? Será que valeria a pena? Uma resposta apenas surgia em minha cabeça: calça da Tommy por 10 dólares! Calça da Tommy por 10 dólares! Sim, Seattle possui as melhores outlets e eu pretendo visitar  a maior parte. Além de que, vai ter um festival de gelo. Vale a pena sim, porque fica do lado de Vancouver. Além de quê, todos foram muito corteses comigo durante a entrevista e todo o processo. E, acima de tudo, o visto de 5 anos de duração! Quer dizer, pense bem, posso ir pela CVC a qualquer momento conhecer Miami, Nova Yorque ou São Francisco durante nada menos que cinco anos! Nessas horas eu fico pensando em como o mundo é grande. Quantos bilhões de pessoas existem. Quantas pessoas medrosas, corajosas, mentirosas, interessantes por aí. E eu aqui me contentando com minha vida normal de sempre de sair com os amigos, ir à faculdade. Sinceramente, eu amo meu país, mas já não é o bastante. Eu quero ser livre dos meus próprios medos. Eu quero ser livre de mim mesma. Eu quero ser livre das minhas hesitações, dos meu amores, das minhas derrotas e vitórias, dos meus arrependimentos. Afinal de contas, realmente, liberdade é poder! E ah, existem realmente poucas coisas, e estou sendo bem auto-crítica, que me atraem mais do que o poder. Espero que não me achem presunçosa, é apenas uma confissão.

3 days

E nada da minha homestay sair! já estou perdendo a paciência...


domingo, 3 de janeiro de 2010

The All American Rejects in Vancouver!

The All American Rejects já foi minha banda favorita em todo o mundo. Já marcou uma fase extremamente boa da minha vida. Já me fez rir e chorar. Já me deixou apaixonada pelas letras e pelo vocalista. E até hoje é uma das bandas que eu gosto mais. Sabe quando eles irão tocar no Brasil? Provavelmente nunca. E se por acaso tocarem, vai ser no Rio ou em São Paulo. Pois é, descobri que eles vão tocar em Whistler em uma cerimônica de vitória dos jogos de inverno (winter olympics), realizados no canadá, apenas após QUATRO DIAS de eu ter embarcado de volta para o Brasil. Estou tentando negociar uma prorrogação com meu pai, e espero que ele leia esse post e entende o quanto ver, ao menos de longe, essa banda é importante para mim. Ah, se ao menos ele soubesse o quanto eu gosto da banda ou o quanto eu acho o vocalista bonito (o mais bonito do mundo, de acordo com a minha irmã) ou principalmente o quanto essas músicas me fizeram chorar de emoção (opa, não sou emo!). A probabilidade de eu conseguir um ingresso também não é muita, eles são restritos para os "locais" de Whistler, o campo de gelo a algumas horas de Vancouver, e a única forma de conseguir é com algum fã que não queira ir ao show. Bom, eu quero muito mesmo ir.

E para quem nunca escutou:
http://www.allamericanrejects.com/

Recomendo plenamente!


4 days


Speak to me, when all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do

sábado, 2 de janeiro de 2010

Countdown

"10, 9, 8, 7..."

A contagem do Ano Novo já passou e a chuva continua em Brasília. Depois de um primeiro dia de ano de sol, as nuvens voltam a forma um céu nublado. Eu gosto assim. Desse cheiro de grama úmida e esse ar com vapor d'água. Que bom que eu não sou muito apegada ao meu amigo Sol, porque Vancouver é uma cidade que fica na maior parte do dia sem ele. Estamos no inverno no hemisfério norte, e pela primeira vez na vida vou passar meu verão longe das praias ensoraladas do Brasil. Vancouver é uma cidade cheia de paisagens naturais, montanhas com picos gelados, ruas organizadas, transportes eficientes. Tem poucos habitantes. Muito menor que Toronto. No total, são 15 horas de voo e duas conexões, uma no aeroporto de São Paulo e outra em Toronto, já no Canadá. Vou trocar de avião três vezes e esperar muito no aeroporto. Falta menos de uma semana para a viagem e a minha homestay ainda não chegou. Aquele friozinho na barriga. Preciso saber logo quem vão ser meus pais, irmãos (caso tenha, quero muito) - puxa como é estranho chamar pai alguém que eu nem sei quem é! - para comprar presentinhos. Já comprei alguns casacos, embora em todo lugar deva ter aquecedor. Só faltam as luvas e alguns objetos fundamentais em qualquer viagem. Ainda tenho que pegar meu visto para os EUA, minha entrevista foi na Terça, porque pretendo conhecer Seattle com a escola. Vou estudar na ILAC. Bom, sinceramente acho que vou sentir falta de Brasília. É claro, é só um mês, mas eu gosto muito de morar aqui. Enquanto isso, vou arrumando as coisas para a viagem. Minha mãe quer que eu dê notícias todos os dias, mas como eu vou ficar sem celular o jeito é pela internet mesmo. Afinal, ganhei um netbook exatamente para isso.

5 days.