Apenas uma garota perdida tentando encontrar seu lugar nesse planeta que se chama Terra mas que é tão coberto de gelo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

#24 Victoria

Victoria is a small city, localized in British Columbia, near Vancouver. You can go by ferry.

A tradução literal de ferry é balsa, mas parece mais um transatlântico de luxo. São 6 andares no totalcom Wi-Fi, jogos e restaurante. 25 dolares para ir, 25 dolares para voltar. Na ida, comi uma cheesecake maravilhosa. Victoria em si não tem muita coisa para fazer, mas para ver. Extremamente bonita a cidade e muito romantica. Demos uma boa caminhada para conhecer a cidade. Parece uma maquete de casas de bonecas.

#23 "kiss party"

Estava conversando com um pessoal do Cazaquistão, quando eles vieram me perguntar sobre a KISS PARTY do Brasil. A principio eu não entendi, mas depois eles traduziram: MICARETA. É inacreditável como a fama do Brasil se resume ao Carnaval - que na minha opinião perdeu seu significado há muito. E acho que nós, brasileiros, contribuimos um pouco para isso. O Brasil não se resume só a uma festa, mas há tanta - mas tanta - cultura, música e Arte que é meio decepcionante perceber que as pessoas lembram apenas do carnaval. Quer dizer, com tanta música boa, comida excelente, artistas ótimos, todos insistem em lembrar apenas as praias e o calor. Quando na verdade, o melhor calor brasileiro é o humano. Um menino me perguntou hoje se era verdade que as mulheres brasileiras são as "hostest". E eu respondi com outra pergunta: "I don't know, what do you think about?"

sábado, 30 de janeiro de 2010

#22 Party everyday

A vida noturna em Vancouver é bem estranha: começa às 4 da tarde e termina meia noite para quem não tem carro. Porque os ônibus e meios de transporte públicos em geral acabam de funcionar uma hora da manhã. As baladas começam na Quarta e vão até o Domingo. Existem lugares bons, mas você tem que saber para onde ir. Muita gente falou mal do Aubar, mas eu gostei, deu até para dançar um funkzinho. Pena que os estrangeiros não sabem dançar direito. Eles não conseguem rebolar e ficam mexendo os braços. É engraçado. E esquisito. Há uma rua aqui que fica acessa quase a noite inteira e lotada de gente. É inacreditável como tem pessoa caminhando até tarde da noite e você só vê os letreiros das melhores nightclubs e bares. Toda Sexta tem festa de algum brasileiro. Ontem foi em uma república. Lotada, muita bebida e música. Dessa vez, eu não bebi, lógico. Depois nós fomos andar de limousine. Se conseguir 12 pessoas sai mais ou menos 12 dólares por pessoa para rodar por 1 hora. Infelizmente não conseguimos as 12 e ainda não andamos 1 hora completa, porque demoramos a descer da festa e recolher as pessoas que queriam. Mas foi muito legal, na minha opinião. Como já disseram antes, parece que a festa está dentro do carro. Então seguimos para Roxy. Um lugar que lembra um pouco o Sevens em Natal. Porque tem apresentação de bandas  - a Júlia ia ter gostado - e dj nos intervalos com o nosso house de sempre. Aliás tocou Sexy bicth, uma música que sempre me faz lembrar da Hype em Brasília. O Lucas prefere as baladas de Curitiba, mas eu gostei da Roxy. E ra um lugar que estava na minha lista de places to visit. Como sempre, muito brasileiro na fila. Aqui tem brasileiro em todo lugar. Mas eu não acho ruim. Estão todos na contagem regressiva para os jogos de inverno. E eu tentando árduamente um ingresso para o show do The All American Rejects.

#21 So many sides

eu tenho vários ângulos
ás vezes eles brigam
eu me aborreço
e acabo descontando nas outras pessoas
tenho que aprender a lidar com isso


saudades do Brasil
até comi pão de queijo com guaraná
e vocês sabem que eu não sou fan de pão de queijo e prefiro coca!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

#20 The life is magical

Hoje foi um dia bem pacato. Fui à escola, fiz minhas lições, fiquei esperando um pouco no lounge e depois fui até o Ceilis, um bar em que toda quarta feira vende cerveja por um dólar. Iamos caminhando na rua quando nos deparamos com um show de mágica. Muito divertido. O mágico era engraçado e fazia piadinhas bem no estilo canadense, entretanto, ele era de Londres. Depois fomos para a fila, ah, a tradicional fila quilométrica do Ceilis. Consegui furar porque encontrei os franceses que eu havia conhecido na quarta passada. Infelizmente eles falavam francês tão rápido que nas conversas particulares dos dois, só entendi uma ou duas frases. Na verdade, um era francê e o outro era belga - inclusive o belga era extremamente engraçado, ele cismou que sabia falar espanhol, quando só sabia duas palavras. E tinha as coreanas que disseram que o Kaká is the best soccer player. Vocês sabe porque, né. O francês me ofereceu um cigarro e perguntou se eu fumava, eu disse que não, ele falou que eu não poderia casar com ele se eu não tivesse o hábito de fumar - acho que posso viver sem isso né? - depois ele disse "I'm kidding", é claro. Após esperar quase 2 horas na fila e  quando estava prestes a entrar no bar porém, o segurança disse '10 dolars' e noventa por cento da fila foi embora, inclusive eu. Por que eu iria pagar para ficar quinze minutos em um bar? - tinha que voltar cedo para jantar em casa. Então voltei para casa. Moral da história: só vá ao ceilis se conseguir chegar duas ou três da tarde. Sério o lugar nem é isso tudo, só lota porque é barato e eles te seguram na fila porque a partir de tal hora paga-se um "cover". Apesar de tudo, valeu a pena pelo showzinho de mágica do caminho. Não o show em si, mas o bom humor do mágico me fez lembrar onde está a verdadeira mágica da vida: nas pequenas coisas. Tudo depende do modo como se lida com as coisas. Muita gente reclamou de esperar na fila, mas eu conheci muitas pessoas por causa dessa espera. Afinal, ninguém precisa de varinha codão para fazer as coisas acontecerem, basta acreditar que existe um pouquinho que seja de magia em cada um de nós.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

#19 Home in the bottle


Ontem sonhei com as minhas amigas. Talvez porque eu havia comido na Pizza Hut e nós sempre fazemos isso no Brasil. Faz um pouco mais de duas semanas que eu estou aqui e já sinto falta de tudo. Dos meus pais, de chatear meus irmãos, das conversas bobas no MSN, de almoçar com as meninas, de falar no telefone com elas. De borda de catupiry, do funk, das festas da unb, da unb em geral, das pessoas da unb em geral. De andar por Brasília. De fazer brigadeiro. Várias coisas. Em comensação, ainda tem muito o que quero ver e fazer em Vancouver e apenas 1 mês seria muito corrido. Hoje fui no Museum of Antrhopology of University of British Columbia. Really Amazing. A parte que eu mais gostei era uma espécie de sala que continha umas estantes com garrafas. Dentro de cada uma das garrafas havia um objeto diverso. E então era assim: após a guerra civil no Sri Lanka, muitas pessoas migraram para o Canadá. Aquilo tudo fazia parte de um projeto em que cada uma dessas pessoas depositara um objeto na garrafa, um objeto que representava o sentido da palavra "lar" ("home"). Achei simplesmente fantástico. O que eu mais gosto na Arte é exatamente isso de poder sentir o que outras pessoas sentiram, mesmo as que viveram mil anos antes de mim. Nada de técnicas, traços, e todas essas coisas que se aprende em uma universidade de Design. Apenas Arte. Fiquei pensando uns bons minutos sobre o que eu colocaria na minha garrafa. Não faço a mínima idéia. Uma foto da família talvez. O sentido de lar é tão amplo que eu não sei se consigo achar apenas um simples objeto para representar, e mesmo assim pode-se expressar um sentimento tão grandioso com apenas uma imagem, um simples objeto, uma "coisa". Muito interessante. Se eu tivesse que representar Vancouver, sei que colocaria água porque aqui chove direto. Ou uma Maple Leaf, que foi o que a maioria das pessoas da exposição haviam posto em suas garrafas. Depois do museu, fomos a um pub que - acreditem e fiquem com inveja - é dentro da universidade e a cerveja é muito barata! Eu não bebi e voltei mais cedo para casa, porque moro muito longe. Mas o lugar era muito bacana - ah se o pds fosse assim, não é mesmo brasilienses? Enquanto estava sentada no skytrain, passou uma mulher dançando e falando no celular, que estava apenas tocando uma música. Acho que ela era totalmente maluca, ou drogada ou os dois, e todos no trem estavam com medo dela. Por que será que os seres humanos possuem tanto medo da loucura? Será que ela dói? Eu tenho medo e não sei explicar. Acho que é um reflexo do medo do desconhecido. Talvez.

Às vezes me sinto extremamente feliz aqui.
Ah se eu pudesse guardar essa felicidade em uma garrafinha...
Ou então, as pessoas que eu amo.
Isso sim seria útil.

I miss you.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

#18 Open your mind

Desde que cheguei aqui, eu tenho reclamado do quão pouco as pessoas sabem sobre o Brasil: como o fato de eles acharam que eu falo espanhol ou pensarem que a capital do país é o Rio de Janeiro. Mas só agora eu me dei conta de que eu também sei muito pouco sobre a minha cultura e a cultura dos outros. Quer dizer, eu não sabia direito onde ficava o Cazaquistão, onde um colega de classe mora. Fica perto da Rússia, aliás. E é bem diferente do que mostram em Borat, mas isso eu já sabia e sempre achei esse filme ridículo. Muitas pessoas valorizam mais a cultura do exterior, porém, o Brasil é tão rico. Todo país tem seus defeitos. As ruas de Vancouver são cheias de chiclete no chão e tem uns becos muitos feios. E é nesse a hora que entra o conceito de espelho parcial: nós devemos manter nossa nacionalidade sem impor muros imensos ás outras pessoas. Quer dizer, devemos nos enxergar no próximo sem perdemos nossa identidade, como quando nos olhamos em uma superfície parcialmente espelhada. Conversando com meu amigo Ozkar, consigo desbancar alguns antigos mitos sobre a Turquia: algumas mulheres usam véus se quiserem, e o homem só pode ter segunda esposa se a primeira autorizar. Muito diferente do que nós pensamos e afirmamos com toda a prepotência de quem acha que sabe demais. Em compensação, fui perguntar à uma menina de véu se ela gostava de usá-lo, e ela não soube me responder, como se ninguém na vida lhe tivesse perguntado a opinião. É claro que não pude deixar de perguntar ao Ozkar o que ele achava da entrada da Turquia na União Européia: ele é contra, porque acha que vai ser ruim para a economia, devido a experiência dos países do continente europeu que entraram recentemente. É tudo muito diferente nos vários lugares do mundo. Algumas diferenças são difíceis de respeitar, mas nós aprendemos com o passar dos dias e com uma pitada de tolerância. Acho que o maior problema do mundo é mesmo a falta de respeito. Ou talvez, seja a falta de Amor. Vocês já perceberam que tudo se resume ao amor? Se tu amas o próximo, não matas, não cobiças, não trais...

Abra sua mente para poder respeitar as diferenças.
E amar o próximo.
Mesmo que ele não esteja tão próximo assim.

ps: a pizza hut daqui é horrível, e eles não sabem o que é catupiry